

Direitos Fundamentais e Sustentabilidade Ambiental, coordenado por Fábio da Silva Veiga, Jeferson A. F. Bacelar e Frederico Antônio L. de Oliveira e publicado em 2023 pelas editoras IBEROJUR e UNAMA, é uma obra coletiva multidisciplinar que reúne artigos científicos e ensaios jurídicos dedicados a investigar a interseção entre as garantias fundamentais da pessoa humana, as transformações tecnológicas e a urgência da tutela socioambiental no cenário contemporâneo Ibero-Americano. Articulando o diálogo entre o Direito Constitucional, o Direito Administrativo, os Direitos Humanos e o Direito Ambiental, o livro propõe reflexões críticas e soluções pragmáticas para os desafios globais e locais da atualidade.
No campo dos direitos fundamentais, da cidadania e da hermenêutica, a obra analisa a leitura poética e a visão de uma sociedade aberta de intérpretes da Constituição sob a perspectiva de Peter Häberle, relacionando tais conceitos à educação constitucional, à atuação dos atores sociais, à universalização dos Direitos Humanos e à proteção de populações vulneráveis e originárias, a exemplo dos povos Yanomami e dos indígenas Warao. Em relação à sustentabilidade, ao ecocentrismo e à justiça climática, o texto aborda a virada ecocêntrica e decolonial no direito, que reconhece elementos da natureza e rios como sujeitos de direitos, além de discutir a responsabilidade civil por danos ambientais, o Estado de Coisas Inconstitucional em matéria ambiental e os desafios jurídicos enfrentados pelos deslocados climáticos.
No âmbito da administração pública, da infraestrutura e das novas tecnologias, o livro trata da modernização do Direito Administrativo e da aplicação de Dispute Boards (Comitês de Resolução de Disputas) em grandes obras de infraestrutura e parcerias internacionais, passando pelas licitações nas empresas estatais e pelos impactos do avanço tecnológico sobre a gestão pública e as garantias individuais. Paralelamente, no eixo dedicado à tecnologia, ética e mídia, examinam-se os desafios das Redes Adversárias Generativas (Ethics by Design), a regulação das Fake News, a liberdade de expressão sob a ótica da Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) e a responsabilidade civil dos influencers digitais.
Por fim, no plano da economia, da tributação e do desenvolvimento, são analisados instrumentos jurídicos como a Taxa de Fiscalização de Recursos Minerários (TFRM), a tributação do comércio eletrônico no contexto transnacional, o uso do crédito rural voltado ao desenvolvimento sustentável e o impacto socioeconômico sobre o direito de propriedade e o turismo comunitário. Dessa forma, a obra se consolida como uma leitura essencial para estudantes, pesquisadores, magistrados, advogados e agentes públicos interessados no aperfeiçoamento de um constitucionalismo ecológico, democrático e alinhado aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da Agenda 2030 da ONU.

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